segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DEPRESSÃO

O que é a depressão?

A depressão é uma doença caracterizada por um estado de humor deprimido. A pessoa fica angustiada, desanimada, sente-se sem energia e uma tristeza profunda, às vezes acompanhada de tédio e indiferença. Quando os sentimentos são muitos e confusos, o indivíduo pode ter a impressão de que não tem sentimentos. As atividades normais do dia-a-dia passam a não ter mais importância e a pessoa passa a encarar até as tarefas mais simples como se fossem um grande esforço.

A vida perde a cor e a pessoa perde o interesse por tudo, inclusive seus hobbies preferidos, amigos e até o sexo. Há mudança do apetite (que pode aumentar ou diminuir), alterações do sono (sendo mais comum a insônia). Geralmente a pessoa deprimida prefere ficar isolada, num lugar onde possa ficar só. Assim, doença interfere com o trabalho e a vida da pessoa, podendo mudar até a maneira como o indivíduo pensa e/ou age.

A doença se manifesta quando há uma alteração na comunicação entre as células cerebrais, os neurônios, causando um desequilíbrio químico-fisiológico. Essa comunicação é realizada por substâncias chamadas neurotransmissores. No caso da depressão, são importantes duas dessas substâncias: a serotonina e a noradrenalina. Elas estão envolvidas em todos os processos responsáveis pelos sintomas da doença.

O que causa a depressão?

Na doença depressiva nem sempre é possível descobrir quais acontecimentos levaram ao seu desenvolvimento. Na maioria das vezes é uma doença com apresenta múltiplas causas, que interagem umas com as outras levando à sua apresentação clínica. Acredita-se que haja uma base hereditária, já que pessoas com história familiar de depressão apresentam maiores chances de desenvolver a doença. Associados a isso, podemos ter os seguintes fatores:

• Acontecimentos na vida que levam a grande entristecimento: morte na família, crise e separação matrimonial, menopausa, parto, etc
• Modo de encarar a vida, de forma pessimista, negativista
• Estresse
• Problemas sociais como desemprego, solidão

Esses fatores citados acima podem desencadear a doença em pessoas predispostas ou então levar por si só à depressão.

sábado, 17 de setembro de 2011

Criança disléxica é mais suscetível ter depressão

Crianças com o diagnóstico de dislexia estão mais propensas a desenvolver sintomas depressivos, da mesma forma que correm mais risco de ter algum transtorno psicológico na idade adulta. Essas são conclusões de um trabalho de dissertação do neuropsicólogo Ricardo Franco de Lima, da Unicamp.
Lima chegou a esse resultado ao avaliar 31 crianças com diagnóstico de dislexia e compará-las com resultados de avaliações realizadas com outras 30 crianças sem nenhum tipo de problema de saúde, e estudantes de uma escola pública de Campinas (SP).

- Em geral, os grupos envolvidos na questão não atentam para este tipo de avaliação, mas ignorar estes aspectos no tratamento da dislexia pode acarretar consequências emocionais graves, inclusive fazer com que o transtorno permaneça ao longo dos anos.

Ainda segundo o estudo, os sintomas depressivos podem estar relacionados às funções cognitivas, isto é, o comportamento relacionado ao conhecimento.

A evidência, portanto, indica a necessidade de avaliação e intervenção nesta área, como forma de diminuir o sofrimento da criança com dislexia na escola, por exemplo.

As crianças estudadas tinham entre sete e 14 anos de idade, sendo que o grupo com dislexia foi atendido no Hospital das Clínicas da Unicamp durante três anos.

- Quando a criança chega com a hipótese, só na minha área são realizadas seis sessões de uma hora para observar o paciente. Após avaliações de todos os membros da equipe é que a hipótese se con?rma ou não.

Dos casos atendidos anualmente no HC, em apenas aproximadamente 2% o diagnóstico é con?rmado. No entanto, essas crianças muitas vezes possuem apenas di?culdade escolar de ordem pedagógica e não um distúrbio relacionado ao Sistema Nervoso Central que leva a criança a desenvolver o dé?cit no aprendizado, a?rma o neuropsicólogo.

Pelos padrões internacionais, no transtorno especí?co de aprendizagem, a criança apresenta comprometimento na aquisição e desenvolvimento da linguagem escrita. Mas no trabalho do estudioso, ele dá atenção também para as avaliações dos sintomas emocionais, uma vez que o estudo indica a vulnerabilidade das crianças disléxicas pelas di?culdades apresentadas na escola.

- As crianças sempre relatam sentimentos de que não conseguem vencer as suas limitações, se sentem inferiores em relação às outras, comparando o seu desempenho com o de seus pares. Em alguns casos podem até apresentar humor deprimido e ideias suicidas.

Diante desse quadro, o pesquisador faz um alerta:

- Os pais precisam estar atentos a esta questão e se munir de conhecimento para lidar com a situação.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Alguns sinais indicadores de dislexia:

- dificuldades com a linguagem e escrita
- dificuldades em escrever
- dificuldades com a ortografia
- lentidão na aprendizagem da leitura
- disfagia ( letra feia)
- discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e decorar tabuada.
- dificuldades em aprender uma segunda língua
- dificuldades com a língua falada
- dificuldades com a percepção espacial
- confusão entre direita e esquerda
- dispersão
- dificuldade com quebra-cabeça
- dificuldade em aprender rimas e canções
- fraco desenvolvimento da coordenação motora
- pobre conhecimento de rima ( sons iguais no final das palavras) e aliteração ( sons iguais no início das palavras).
- entre muitos outros....

sábado, 4 de junho de 2011

Dislexia e Musicoterapia

Dislexia e musicoterapia? Sim, porque dislexia e música estão relacionadas.

As crianças com dislexia ou outros problemas de leitura podem ser ajudadas se aprenderem a tocar um instrumento musical. Esta foi a conclusão de um estudo da Stanford University (Califórnia, Estados Unidos).

Neste estudo ficou provado, pela primeira vez, que a música ajuda a melhorar a capacidade do cérebro em distinguir entre sons que mudam rapidamente, que é a chave para compreender e utilizar a linguagem.

O estudo confirma também a noção de que o cérebro não é um órgão imutável, mas adaptável, o que significa que, com treino adequado, as pessoas podem melhorar a sua agilidade mental.

Os investigadores fizeram o estudo com adultos, entre os quais um grupo que começou a tocar um instrumento antes dos sete anos e nunca interrompeu a prática, vários dias por semana.